14/06/2022 12h48min - Geral
3 semanas atrás

"Eu não tinha escolha", justifica Joseilton sobre tiro que matou Adilson em show


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Fonte: Campo Grande NEWS


O tiro disparado contar o pedreiro Adilson Silva Ferreira dos Santos na madrugada de 24 de setembro de 2017, em Campo Grande, foi para encerrar sessão de chutes e socos que durou cerca de dois minutos. O agente penal Joseilton de Souza Cardoso, 41 anos, autor do crime, alegou legítima defesa. “Eu pedia pra parar, eu não tinha escolha e nem intenção de atirar (...) você tá vendo que tá prestes a morrer”, justificou.  O depoimento do agente penal foi dado hoje durante o julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ele está sendo julgado por homicídio simples (artigo 121). Em 2019, por decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, foi absolvido, sem ir à júri popular, porém, a acusação recorreu e TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS) determinou julgamento.  O plenário está lotado e familiares de Adilson acompanham o julgamento: os pais, as irmãs, a tia e dois primos.   Joseilton é de Caicó (RN) e veio para Campo Grande para assumir a função de agente do Presídio Federal, em janeiro de 2017.   No dia 23 de setembro fez aniversário de 37 anos. Disse que havia bebido duas doses de uísque durante o almoço dia 23, dormido e, à noite, decidiu sair. Chegou ao show sertanejo, no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês à 1h40.  O agente penal foi ao show armado com .40 usada no serviço. Ele justificou dizendo que 2017 era período em que a categoria temia ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que havia ordenado mortes de agentes entre 2016 e aquele ano. Também alegou que não se sentiu seguro em deixar a arma no carro. “Se alguém pega a arma, a responsabilidade é minha”. Joseilton disse que chegou no fim do show e decidiu ir ao banheiro. Logo em seguida, também estava na fila Adilson e o primo. O pedreiro, segundo o réu, furou a fila e entrou. “Eu já estava esperando aqui para usar”, reclamou.  Depois que Adilson saiu do banheiro, entrou. Segundo ele, o primo da vítima, Márcio Gioavane, não gostou que o agente entrasse antes dele. Quando saiu, Joseilton falou que foi em direção ao camarote para escutar música e, para ele, já havia encerrado o impasse. “Quando vou subir a escada, levei o primeiro soco do Adilson e caí no chão”, contou. “Levantei e levei um chute na costela”.  O agente calcula que foram “dois minutos apanhando”.  Quando estava no chão, disse ter avisado que era agente federal. “Não consegui mais falar, só pedia para parar, tentava levantar, ele me batia, eu caía”, relatou. Citou chutes na clavícula e na costela.  “Quando você sente a dor muito forte demora uns minutos para se reestabilizar.  Depois que me restabeleci, levantei e saquei minha arma. Lembro dele vindo pra cima de mim e continuou me batendo. No instinto de sobrevivência, eu saquei minha arma e fiz o disparo”, contou. Adilson morreu no local, aos 23 anos. Depois disso, o agente diz que se afastou e foi abordado por seguranças no camarote, sendo imobilizado e desarmado.   Joseilton disse que não agrediu a vítima em nenhum momento e não atirou para matar e, sim, para inibir as agressões. “Na hora não tive intenção nenhuma, eu poderia ter disparado mais (...) eu não aguentava mais, sofri mais de 20 chutes e socos”.   Ao ser questionado o que sentiu ao atirar, o réu disse que “uma soma de tristeza” por estar apanhando e por sacar a arma. “É sentimento de instinto de sobrevivência”. Para a família da vítima, presente no julgamento, comentou. “Me compadeço muito com a família dele porque também sou pai de família”.

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