23/06/2022 17h52min - Geral
2 semanas atrás

"Eu quero Batalhão de Choque no meu bairro", apoiam moradores nas redes sociais


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Fonte: Campo Grande NEWS


Nas redes sociais e nas ruas, moradores do Jardim Zé Pereira, em Campo Grande, pedem aumento do policiamento da região, inclusive do Batalhão de Choque, que teve quatro policiais denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pelos crimes de tortura, injúria, violação de domicílio e lesão corporal . Uma página do Instagram, com mais de 4,7 mil seguidores, publicou arte com os dizeres “Eu quero o Batalhão de Choque no meu bairro”, em apoio ao episódio. A publicação teve quase 800 curtidas e vários compartilhamentos, até a tarde desta quinta-feira (23). "Nosso apoio aos policiais do @choque_pmms, que tanto fazem pela sociedade sul-mato-grossense. Queremos atuação do Choque em todos os cantos do Estado, sem limitação", diz o perfil. Recentemente, o Ministério Público pediu a prisão e afastamento dos quatro policiais militares desta unidade, que operavam nos bairros Jardim Aeroporto e Vila Popular. A proibição foi determinada pelo juiz titular da Auditoria Militar, Alexandre Antunes de Oliveira. Mais policiamento -  O vendedor de títulos de capitalização Luís Alfredo, de 72 anos, afirma que apenas "ouviu falar" sobre o caso. Ele relata que vê, com frequência, policiais militares e guardas civis metropolitanos na região, mas acredita ser necessário o reforço no policiamento em algumas partes do Zé Pereira. Seu ponto de vendas fica nas proximidades de uma praça, em frente a uma unidade de saúde e a um posto policial. “Na parte que estou, é tranquilo.” A manicure Solange de Andrade, de 52 anos, observa que, nas últimas semanas, houve aumento de viaturas na região e que houve “uma melhorada”, ainda que o Zé Pereira não seja “o melhor dos bairros”. "Em comparação a hoje, o bairro está bem melhor. É preciso reforço, mas nada exorbitante."  Proprietário de um bar, Luis Fernando Santos, de 66 anos, afirma que mora próximo a um ponto de ônibus, que possui muitos assaltos. Ele é contrário à proibição de patrulhas e outra das reclamações dele é a falta de iluminação na região. Além disso, ele comenta que muitos suspeitos já conhecem a rotina das rondas policiais, o que favorece a incidência de crimes no bairro. “O pessoal já marcou o horário que a polícia passa. Quando a polícia passa, fica bem tranquilo, mas depois, parece que ‘saem das árvores.” Um morador, que preferiu não se identificar, relata que o bairro já foi “muito pior, tempos atrás”, e que hoje “está tranquilo”. Segundo ele, há pouco policiamento na região e, quando necessário, os agentes de segurança demoram para ser acionados. Ele narra que chegou a perder a carteira, mas que foi recuperada - sem o dinheiro -, por um homem que ele referiu como “chefe da boca”. “Se todo mundo se respeitar, eles também te respeitam.” Proprietária de uma loja, a paulistana Eulália Gonzalez, de 64 anos, afirma que morou em favelas na cidade de São Paulo e que muitos costumam “aterrorizar sem necessidade sobre a situação no bairro”. “Por mais que tenham assaltos no bairro, são feitos por pessoas de fora, que assaltam o pessoal. Não se tem bairro melhor para viver, que o Zé Pereira. Não é esse terror, quem faz o bairro somos nós.” Ex-presidente do bairro durante três gestões, o morador Sinzerlando de Oliveira, de 66 anos, afirma que faz parte do Conselho de Segurança dos moradores e que também há uma propaganda ruim da região. “O bairro não é tudo isso que está mostrando nas matérias e não é tão aterrorizante assim.” O caso -  Vítimas de agressões denunciaram o caso ao MPMS, que chegou a pedir a prisão dos policiais envolvidos. A ação tramita na Vara da Justiça Militar, onde foi indeferido o pedido de prisão cautelar dos policiais investigados, porém foram impostas regras alternativas. Dentre as medidas cautelares, está a proibição para os quatro servidores do Batalhão de Choque de se aproximarem das vítimas, seus familiares e das testemunhas do caso, no limite mínimo de 500 metros. Eles também estão proibidos de manter contato com todos os citados por qualquer meio de comunicação. Fora a aproximação e contato com as vítimas, os militares estão proibidos de tirar serviço nas áreas de atuação compreendidas pelas residências das vítimas e testemunhas do caso. Nesta manhã, o Campo Grande News foi até estes bairros e verificou que moradores reclamaram da decisão.

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