27/07/2022 10h12min - Geral
2 semanas atrás

Ciência une pecuaristas com a preservação da onça-pintada em MS


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Fonte: Campo Grande NEWS


A preservação da onça-pintada no bioma Pantanal ganhou um importante aliado, o pecuarista. Se antes o felino era caçado por abater os animais, agora ele ganha a proteção da ciência na produção sustentável. O IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) firmou acordo de parceria e colaboração técnica, científica e operacional com a ABPO (Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável), por meio do programa Felinos Pantaneiros. O objetivo é reduzir a perda de bezerros por predação de felinos. Na prática são colocadas cercas elétricas nas maternidades onde ficam os filhotes com as matrizes, além de implantação de alarmes sonoros e luz repelente. A tecnologia já foi um sucesso em um estudo do programa Felinos Pantaneiro. Aplicado em algumas fazendas pantaneiras, foi detectada a redução de perdas de 930 animais abatidos por onças para 220, em apenas um ano. O IHP ainda faz o monitoramento dos animais silvestres, por meio de câmeras de monitoramento, além do treinamento de brigadas de incêndio para atuarem de maneira coordenada no combate aos incêndios. “A parceria garante estratégias de manejo como a localização das maternidades em áreas com menor predisposição, o que ajuda no controle de predação de onças; as fazendas que fazem parte da associação também atuam na prevenção e combate de incêndios, que são muito suscetíveis nas épocas de seca”, ressalta Eduardo Cruzetta, presidente da ABPO. A atividade agrícola não é relevante no bioma pantaneiro e isso faz com que a região mantenha seu desenvolvimento econômico através da pecuária de corte, principal atividade econômica da região. Dessa forma, o método de pecuária produzido pela ABPO busca efetuar de forma social e ambientalmente responsável, um método menos invasivo que mantenha um equilíbrio com a natureza, equivalente a um sistema sustentável. O presidente do IHP, coronel Ângelo Rabelo, destaca ainda a importância do valor agregado para a pecuária sustentável, que há mais de 300 anos protege o bioma, como aliada. “Queremos cada vez mais valorizar a carne pantaneira, porque ela está atrelada à proteção da biodiversidade e de inúmeros processos ecossistêmicos que beneficiam a sociedade. Nós queremos, também, desenvolver uma estratégia de marketing que valorize a carne, onde a biodiversidade se faz presente. O Pantanal merece essa deferência.” Com isso, as associações esperam encontrar uma alternativa para a construção de um meio ambiente equilibrado através do controle de predação de onças, monitoramento de animais silvestres e a prevenção e combate aos incêndios. Ambas as partes estão concentradas em seguir com a proteção ecológica e práticas de conservação que caminhem simultaneamente com as transformações culturais e as aspirações econômicas, além de manter práticas de desenvolvimento sustentável na região do Pantanal. Sobre a ABPO - Criada em 2001 por pecuaristas da região do Pantanal, a Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável busca sistematizar a produção para atender aos requisitos da Pecuária Orgânica Certificada brasileira e da linha Carne Sustentável do Pantanal, atuando com conceitos modernos de qualidade e desenvolvimento sustentável e busca melhorar a rentabilidade da atividade econômica na região pantaneira, através da valorização dos produtos locais certificados e do reconhecimento pela sociedade dos serviços ambientais prestados pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais pelos produtores. Sobre o IHP -  Fundado em 2002, o IHP é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua na gestão de áreas, conservação e preservação do bioma Pantanal e da cultura local. Sua missão é “Preservar o Pantanal”. Tem sede em Corumbá - Mato Grosso do Sul. Como programa principal da Instituição, está a gestão do Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (Rede do Amolar), criado em 2008 e que tem como finalidade propor ações de gestão integrada entre as organizações parceiras para proteção de 276.000 hectares, sendo que 201.000 hectares legalmente protegidos. A iniciativa surgiu a partir da parceria entre IHP, Instituto Acaia Pantanal, Fazenda Santa Tereza, Fundação Ecotrópica e Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense/Instituto Chico Mendes (ICMBio) e Polícia Militar Ambiental.

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