14/07/2021 14h56min - Geral
3 meses atrás

Colheita do milho começa esporádica com expectativa de quebra e cotações em alta


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Fonte: TaNaMídia Naviraí


Boletim Casa Rural elaborado a partir do levantamento de campo feito pelo Siga-MS Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) na primeira semana de julho apurou que a colheita do milho segunda safra já teve início de modo esporádico em algumas regiões de Mato Grosso do Sul, embora a previsão seja de trabalho intenso a partir de agosto. 

Conforme o documento divulgado por Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária) e Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja), devido às adversidades climáticas caracterizadas por estiagem, queda de granizo e geada, houve revisão das estimativas e agora é projetada produção de 6,285 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,3 sacas por hectare. 

Mesmo com aumento de 5,7% da área plantada no comparativo com o ciclo 2019/2020, de 1,895 milhão de hectares para 2,003 milhões de hectares, o agronegócio sul-mato-grossense espera por uma quebra de 40,8%, já que no ano passado colheu média ponderada de 93,4 sacas por hectare e produziu 10.618.346,78 toneladas. 

Na safra atual, as estimativas iniciais do setor produtivo apontavam para 75 sacas por hectare e 9,013 milhões de toneladas. Porém, os efeitos da estiagem após o plantio e de chuvas de granizo na primeira quinzena de junho motivaram a primeira revisão, para 68,7 sacas por hectare e 8,251 milhões de toneladas. Posteriormente, as geadas ocorridas entre o final do mês passado e o início de julho reduziram ainda mais as projeções.

“A semana passada foi marcada pelos produtores analisando mais de perto os danos causados pela estiagem e geada. Quanto ao clima, o estado enfrenta em média 36 dias de estiagem agrícola de acordo com os modelos agroclimáticos. Essa semana haverá o avanço da massa de ar frio no estado, a partir do dia 17 julho haverá declínio da temperatura, mínimas entre 12° e 15°C”, informou o boletim Casa Rural. 

Também foi verificado pelo Siga-MS que Mato Grosso do Sul tem apenas 1% das lavouras em boas condições, enquanto 38% têm classificação regular e 61% ruim.

A publicação detalha que “para um cultivo ser classificado como ‘ruim’, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros sintomas que causem elevada perda de potencial produtivo”. 

“Em uma classificação ‘regular’, encontra-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como ‘bom’, quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade”, prossegue. 

Já as estimativas de quebra levaram em consideração que as plantas no estádio desenvolvimento fenológico entre V6 e R1 foram consideradas totalmente vulneráveis, com perda total da lavoura, enquanto as entre R2 e R3 tiveram perda potencial de 30 a 60 sacas/hectare, e entre R4 e R6, apontados como estádios fenológicos mais tolerantes, resultam perdas inferiores a 15 sacas/hectare. 

“No momento a área estimada afetada no estado é de 604,4 mil hectares sendo 30% da área produtora do estado. Diante destes fatos, estima-se uma quebra de 2,722 milhões de toneladas diante da produção inicial”, detalhou o Siga-MS. 

Cotações

Já em relação às cotações, o boletim Casa Rural revela que o preço da saca do milho em Mato Grosso do Sul apresentou valorização de 4,44% entre 05 a 12 de julho de 2021, negociado a R$ 88,13 no período. 

“Após a valorização expressiva, as cotações apresentaram uma amplitude menor no início de julho com alta máxima de 5,88% em quatro praças e mínima de 1,18% na praça de Chapadão do Sul. O preço do cereal não cedeu ao comportamento de queda no mercado externo, segue sustentado pela valorização de 2,94% no dólar e restrição de oferta”, assinala a publicação.

Outro dado apresentado indica que em julho o valor médio da saca foi R$ 86,95, alta de 125,96% em relação ao mesmo período de 2020, quando era comercializada a R$ 38,48.

“Reitera-se o fato de que essas cotações não significam que o produtor está recebendo esses valores, uma vez que há uma escassez de estoques de milho junto ao produtor neste momento e a comercialização antecipada ocorre de modo gradativo”, pondera o boletim Casa Rural. 



•  tanamidia navirai •  noticias


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