28/07/2022 09h08min - Geral
2 semanas atrás

Do presídio, réu ligou para filho de vítima de feminicídio para justificar crime


 • 

nIndexer / redacao@naviraionline.com.br
Fonte: Campo Grande NEWS


Na porta do Fórum de Campo Grande, o acadêmico de jornalismo João Vitor Mendes Moraes, 20 anos, prepara-se para reencontrar o homem que agrediu sua mãe, a dançarina Venuzina de Fátima Mendes Leite a socos e garrafadas. Venuz, como era conhecida, passou três meses em coma até morrer, no dia 20 de março de 2021. Hoje, Nilson Castro Siqueira, 36 anos, será julgado pela morte de Venuz. Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivação torpe, sem chance de defesa da vítima e feminicídio. No plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri, estão presentes, além dele, a tia, amigas e sobrinhos da vítima.  Siqueira está preso desde 19 de de março de 2021, mesma data do crime, ocorrido no meio da Rua Etelvina do Nascimento, no bairro Mata do Jacinto. Segundo apurado pela polícia, os dois já estavam separados há pelo menos sete meses quando ele passou a perseguir a dançarina. Venuz já havia registrado três boletins de ocorrência e tinha medida protetiva contra ele.  Na denúncia enviada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Venuz caminhava com a amiga quando foi abordada e espancada a garrafadas, socos e chutes.  João conta que o autor, Nilson Castro Siqueira, 36 anos, chegou a ligar do presídio se justificando, dizendo que tinha sido traído por Venuz, com quem namorou em 2019. “Eu não respondi e pedi para não me ligar mais”. Hoje, a família da vítima foi ao julgamento para pedir “o mínimo de Justiça”, segundo o acadêmico. “Estamos aqui pela pressão, para ele pegar a pena máxima; o que nos resta é a revolta”. Em entrevista antes de entrar no Fórum, o rapaz relembrou o dia do crime. “Foi de madrugada, minha madrinha apareceu na minha casa, umas 4h. Estava assustada quando chegou, já imaginava que tinha acontecido alguma coisa”. Quando chegou, a mãe já estava inconsciente e sendo socorrida por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Dali, foi levada para a Santa Casa de Campo Grande. “Não tínhamos muita esperança. A médica já não tinha direcionamento positivo, tentava pisar em ovos. Na melhor das hipóteses, ela teria sequelas para vida toda”, contou o acadêmico. João Vítor conta que o réu já tinha tentado agredir Venuz outra vezes. “Ele já tinha invadido lá em casa, armado, quebrado a porta da casa”, conta. Naquela noite, saiu detido pela polícia. Em outra ocasião, em dezembro de 2019, passou a noite apedrejando a casa. Novamente, foi preso e liberado. “Nessa época ela pediu medida protetiva”, lembra o rapaz. Logo depois do crime, a família afastou a filha, então com 8 anos, de Campo Grande. A menina passou a morra com a tia em Cuiabá e voltou na última semana. Da mãe, João Vitor diz que guarda na memória a educação prezando pela liberdade. “Ela me ensinou a ser uma pessoa livre, tudo que hoje foi pelo que ela me ensinou”. O julgamento está sendo realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, sob responsabilidade do juiz Carlos Alberto Garcete. O magisrado não permitiu imagens do réu, que está presente na sessão.

•  campo grande news •  navirai •  noticias


Últimas Notícias
Geral - 11/08/2022 23h59min
Madrasta agredida nos olhos a tesouradas recebe alta e enteado é levado para o presídio
Geral - 11/08/2022 23h59min
Motorista é preso com R$ 10,6 milhões de maconha em carga de tijolos
Geral - 11/08/2022 23h57min
Rapaz que morreu após perseguição transportava quase 400kg de maconha no veículo
Geral - 11/08/2022 23h38min
Rastreador leva PM à "boca de fumo" e cinco são presos 730 papelotes de cocaína
Geral - 11/08/2022 23h17min
Fifa antecipa início da Copa do Mundo para 20 de novembro
Geral - 11/08/2022 22h56min
Com 50 vagas, curso gratuito de açougueiro está com inscrições abertas
Geral - 11/08/2022 22h34min
Libertadores: Vitor Roque decide e Athletico-PR está na semifinal
Geral - 11/08/2022 22h13min
Suspeitos de assalto, homens são presos após trocarem tiros com policiais