10/08/2021 14h24min - Geral
1 mês atrás

Para funcionários no MS, crime bárbaro levou o patrão atencioso


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Fonte: SulNews


GEISE GARNES / CAMPO GRANDE NEWS O patrão que mais parecia pai, dedicado e atencioso. Assim que o empresário sul-mato-grossense Antônio Soares dos Santos, de 65 anos, é descrito pelos funcionários. Ele foi assassinado a facadas ao lado da filha Jaqueline Soares, de 39 e da esposa, Helena Marra dos Santos, 59 anos, na noite de domingo (8), em Umuarama, no Paraná.  Desde 2003, Maria Aparecida Laureano trabalha na loja A Incendiária, que pertence a Antônio, em Mundo Novo. Os anos de convivência, conta, foram marcados por uma relação muito mais próxima que a profissional, tornaram patrão e funcionários uma família. “Ele era uma pessoa maravilhosa, não é só um patrão, ele era um amigo, um pai que estava ali sempre apoiando”. Por onde passou, conta Maria, o empresário ajudou quem pôde. Mantinha uma rotina de cuidado com as empresas: morava em Umuarama, no Paraná, mas passava a semana se dividindo entre Guaíra, Naviraí e Mundo Novo, onde mantinha lojas de tecido e roupa. Hoje, os três estabelecimentos estão fechados em luto pela perda de sua principal figura. O apoio incondicional e o carinho com a equipes faziam com que o trabalho fosse leve, com que os funcionários gostassem de estar todos os dias na loja. Com a morte de Antônio, fica a incerteza e a saudade. Enquanto tenta compreender a morte da Antônio, Maria falava do carinho de pai, dos dias em que ele se juntava a família dela para comer frango caipira e da última vez que o viu, no sábado (7), em mais uma das despedidas dos fins de semana. “Mariinha, vou ali e já volto. Essa era a frase dele toda a vez que ele ia. Mas dessa vez ele foi para sempre”. A dor ainda piora quando pensa sobre a forma que Antônio se foi. “Sem explicação, uma coisa assim que não tem perdão, é um mostro que fez uma coisa dessa. Espero que a justiça seja feita”, desabafa. “A gente não sabe nem como a gente retorna sem ele ali, sem a presença dele, ele ensinou muita coisa para gente. Muita gente me pergunta, o que vocês vão fazer? Sem o seu Antônio? Ele era nosso orientador, ele era a pessoa que estava ali, puxando nossa orelha, sempre se dedicando, ligava para gente todos os dias, era sagrado, não tinha um dia que ele não ligava para saber como a gente estava, era aquela pessoa preocupada com a gente e a gente sempre preocupada com ele”. A força, conta Maria, vem da vontade de continuar os planos do chefe, que ainda sonhava em expandir as empresas e investia no treinamento dos funcionários, para que todos evoluíssem juntos. “Ele falava assim, Mariinha um dia eu vou partir, mas a gente não esperava que ele ia partir com essa crueldade. Mas ele partiu e nos deixou apenas com a saudade mesmo”. Os funcionários chegaram a ir até Umuarama para se despedir de Antônio, mas os corpos serão sepultados na cidade da mulher, Helena, em Pires do Rio, estado de Goiás e, por isso, não conseguiram acompanhar o velório.

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