20/06/2022 17h10min - Geral
2 semanas atrás

Polícia de MS espera exame no PR para provar que “Evandro” é Luccas Abagge


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Fonte: Campo Grande NEWS


Preso na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, sob a acusação de usar documento falso, o homem que alega ser Evandro Oliveira Ribeiro foi transferido, na tarde desta segunda-feira (20), da 1ª DP (Delegacia de Polícia) para presídio em Ponta Porã, sob forte aparato de segurança. Para a polícia sul-mato-grossense, ele é Luccas Abagge, de 32 anos, condenado a 80 anos de prisão por assassinatos cometidos no Paraná e que carrega sobrenome ligado à morte do menino Evandro Caetano, 6, que abalou o Brasil nos anos 90. A descoberta da identidade falsa foi de equipe da Força Tática do 4ª Batalhão da Polícia Militar de Ponta Porã. Conforme descrito na ocorrência, o foragido conduzia um Chevrolet Celta, com placas de Catalão (Goiás), pela Avenida Tiradentes, na cidade fronteiriça. Vindo de Pedro Juan Caballero, o veículo estava com os faróis apagados. Durante a abordagem, o motorista apresentou CNH (Carteira Nacional de Habilitação) em nome de Evandro Oliveira Ribeiro, mas “bem agressivo e nervoso durante a atuação policial”, chamou mais atenção ainda. Segundo a PM, após “averiguação mais minuciosa”, chegou-se a conclusão de que o documento era falso e o suspeito, na verdade, era Luccas Abagge, foragido da Justiça do Paraná por condenações somam um total de 129 anos de prisão - por dois homicídios e outros crimes. Luccas Abagge também é filho de Beatriz Abagge, conhecida pelo “Caso Evandro”. Ela chegou a ser condenada pela morte do menino, teve perdão judicial, mas pede a revisão do processo à Justiça. Numa série documental, ela relata ter sofrido tortura para confessar o assassinato da criança durante suposto ritual de magia negra e depois disso, recebeu pedidos de perdão do Estado do Paraná. O homem estava com a esposa, que disse desconhecer que o marido era foragido e que acreditava que seu nome fosse mesmo Evandro. O suspeito negou ser Luccas Abagge, tanto na delegacia quanto em juízo, durante audiência de custódia, na tarde deste domingo (19). Agora, de acordo com a delegada Analu Lacerda Ferraz, da 1ª DP, a Polícia Civil aguarda exame datiloscópico (comparação das digitais) para comprovar a constatação já feita por fotografia e outras evidências. “Coletamos as digitais e vamos enviar para a Polícia Civil do Paraná, para confirmar”. Enquanto isso, por determinação do juiz Adriano da Rosa Bastos, o homem permanecerá preso, uma vez que a lei prevê prisão preventiva quando houver “dúvida sobre a identidade civil da pessoa”.

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