01/08/2021 14h03min - Geral
3 meses atrás

Queda de temperatura elevou preços em até 85%


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Fonte: SulNews


SILVIA FRIAS / CAMPO GRANDE NEWS É na Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) que o frio mostra seus efeitos mais imediatos para a economia no setor agrícola. Em Campo Grande, comerciantes já têm dificuldade em encontrar produtos e alguns reajustaram em até 85% os preços praticados. “O frio quebra bastante, porque a maioria das pessoas não vêm comprar, ainda aumenta o valor para a gente e temos que aumentar na revenda”, explica Maísa Gouveia, resumindo a dinâmica de mercado no setor. Das 40 caixas disponíveis de poncã, por exemplo, ainda restava uma de 10 quilos para revenda, em horário que já teria zerado o estoque.  Comerciante há cerca de seis anos na Ceasa, Maísa vende couve-flor, repolho e poncã. Diz que este ano, a intensidade do inverno pegou muita gente de surpresa. “Não esperávamos um frio tão gelado e tão demorado, aqui em Campo Grande costuma ser rápido e dá nem tempo de se acostumar”.  Antigo na central, Liduíno Vieira, 65 anos, conhece a dinâmica nos tempos de inverno, mas diz que ainda não foi diretamente afetado, por enquanto. Ele traz mamão, melão e manga de produtores da Bahia e Espírito Santo, localidades que a queda da temperatura ainda não afetou a produção. Porém, lembra que o frio provocou altas em outros invernos. A caixa de 10 quilos com as frutas, com preço de R$ 40 a  R$ 50, variou de R$ 70 a R$ 80. Para Adrielly Barbosa da Silva, 24 anos, o efeito cascata citado pelos colegas já chegou nos  preços nos legumes, verduras e frutas que comercializa. A caixa com 22 quilos de cenoura, anteriormente, vendida a R$ 25, está sendo comercializada a R$ 45, diferença de 80%. A caixa com 22 quilos de repolho passou de R$ 28 para R$ 52, alta de 85,71%. “Prejudica porque ninguém compra e produtor perdeu mercadoria nesse frio”.  Preço da caixa de banana foi reajustado em 71% (Foto: Henrique Kawaminami)  A saída paliativa indicada pelo comerciante Ivan Lima, 46 anos, há quatro anos comercializando hortifrútis na Ceasa, é absorver parte do impacto da alta dos custos para não afugentar de vez os clientes. A consequência é reduzir temporariamente a margem de lucro.  GRANDE NEWS A saída paliativa indicada pelo comerciante Ivan Lima, 46 anos, há quatro anos comercializando hortifrútis na Ceasa, é absorver parte do impacto da alta dos custos para não afugentar de vez os clientes. A consequência é reduzir temporariamente a margem de lucro.  Essa absorção, porém, não impede completamente o repasse dos preços ao consumidor final. Com a recente onda de frio, a caixa com 20 quilos de repolho verde passou de R$ 30 para R$ 48, alta de 60%. A caixa com 10 bandejinhas de morango, que há 15 dias era revendida a R$ 15, não sai a menos de R$ 20, diferença de 33%. A maior diferença, porém, já se verifica que a caixa de 18 quilos de caixa de banana já custa 71,42% a mais, antes era de R$ 35 para R$ 60. “O termo é você se reorganizar todos os dias”.

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