28/07/2022 10h45min - Geral
3 semanas atrás

Réu por feminicídio diz que ex morreu ao cair e bater a cabeça na calçada


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Fonte: Campo Grande NEWS


O jardineiro Nilson Castro Siqueira, 36 anos, nega que tenha matado a ex-namorada, a dançarina Venuzina de Fátima Mendes Leite a socos e garrafadas. Na versão dele, apresentado hoje durante o julgamento, em Campo Grande, diz que ela escorregou, caiu no chão e bateu a cabeça.  “Não chutei ela, só cheguei perto dela quando ela estava caída”, disse, durante depoimento prestado no plenário. “Achei que estava desacordada, jamais passou pela minha cabeça que tinha tido traumatismo craniano”, afirmou. Siqueira está sendo julgado em sessão da 1ª Vara do Tribunal do Juri, por homicídio qualificado por motivação torpe, sem chance de defesa e feminicídio. O juiz Carlos Alberto Garcete não permitiu imagens do rosto do réu. O relato de Siqueira é completamente contrário ao da testemunha que prestou depoimento dele, Maria de Fátima Andrade Brandão, amiga da vítima.   Venuzina, conhecida pelos amigos como Venuz, teve relacionamento com o jardineiro em 2019 e estava separada havia sete meses. Maria de Fátima diz que a amiga se afastou durante o tempo que durou o relacionamento e que as duas se reaproximaram após o termino. Mesmo separados, Siqueira ligava constantemente e a ex, por medo, atendia. “Ele perseguia 24 horas por dia”, contou a testemunha. Ela conta que, no dia do crime, 19 de dezembro de 2020, o celular estava com a filha de Venuz e, por isso, sem contato com o homem. As amigas saíram e, por volta das 3h seguiam pela rua Etelvina do Nascimento, no bairro Mata do Jacinto, quando se depararam com Siqueira, que vinha na calçada oposta.   “Ela resolveu enfrentar, eu falei ‘vamos voltar’”, disse Maria de Fátima. No relato dela, Venuzina resolveu enfrentá-lo, mas recuou ao ver a garrafa na mão dele, mas dizia: “Joga a garrafa, Nilson”. Segundo a testemunha, ele respondia: “Vou te matar, você é uma vagabunda, tá me traindo”. Em seguida, acertou a vítima com a garrafa e passou a dar chutes e socos nela, já caída. “Consegui impedir um pouco os chutes, porque bati nele, mas, quando eu não consegui mais, chamei meu filho”. O rapaz chegou com barra de ferro e o agressor fugiu. Venuzina foi levada à Santa Casa de Campo Grande, passou três meses em coma e morreu no dia 20 de março de 2021. Ajuda - Siqueira negou toda a versão apresentada pela testemunha. “Muita coisa que ela fala não tem sentido nenhum”, diz. O réu  nega que perseguisse ou que já tivesse agredido a ex algum dia. Contradiz até o pai dele que, em relato anterior, disse ter presenciado quando o filho tentou agredir Venuz. "Não, eu estava discutindo e ele achou que eu queria agredir, mas eu não cheguei a agredir". Na madrugada do crime, disse que saiu para encontrar casal de amigos e não estava de tocaia, como a amiga relatou à polícia e durante o julgamento. Falou que a lesão da vítima foi acidental, provocada quando ela escorreu a perna esquerda e caiu. A promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani questionou a versão, dizendo que laudo da Polícia Civil fala que as lesões no corpo não são compatíveis com queda. Siqueira retrucou. “A senhora quer que eu faça o quê?”. A promotora respondeu. “Eu não quero que você faça nada, quero que você me resposta: você nega que estava com garrafa, que deu garrafada nela?”. O réu disse. “Nego, não estava com garrafa nenhuma”. O promotor Ronald Calixto interveio, dizendo que o laudo não afirmou que a verão do acusado era inverossímil. “Eles não falaram ‘não foi assim’; a meu ver, a fala é de ‘falta de compatibilidade’”. O réu ainda afirmou que foi impedido de prestar socorro quando Venuzina caiu, pois o filho da amiga chegou com a barra de ferro. “Se tivessem deixado, em mesmo tinha ajudado, chamar alguém; se tivessem levado na hora para o hospital, poderia ter saldo ela”. E voltou a afirmar. “Eu não dei garrafada, não tem como”. Siqueira disse que não tinha intenção de infringir a medida protetiva. “Jamais passou na minha cabeça que eu ia encontrar com ela. Achei que ela já estava dormindo, se eu imaginasse, não tinha nem saído de casa”. Sobre a versão, João Vítor Mendes Moraes,  filho da vítima, disse: "Acho patético, ele tropeça nas próprias afirmações mentirosas dele".

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